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Especial: Última Vitória do Emmo na F1 completa 40 anos

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

1975, Silverstone. No próximo dia 19 de julho, o GP da Inglaterra completará duas décadas. Era a primeira vez que uma corrida de Fórmula 1 aconteceria no traçado após o GP de 1973, depois de Jody Scheckter ter rodado na primeira volta. Vários pilotos bateram no carro de Scheckter, outros bateram ao tentar desviar, provocando o abandono de oito pilotos na prova, considerado o segundo maior acidente da história da F1.

O GP iniciou com a primeira e única pole position do inglês Tony Pryce, seguido pelo José Carlos Pace e Niki Lauda. Na volta 19, a chuva deu as caras. Não demorou muito para que a pista molhada provocasse a troca de posições. Na época, os pilotos levavam os carros até o máximo devido à falta de estrutura dos boxes, portanto, trocar os pneus era uma escolha muito bem pensada. Enquanto alguns pilotos, como Niki Lauda e Sheckter, entraram nos boxes, outros, entre eles Emerson Fittipaldi, José Carlos Pace e James Hunt, continuaram na pista. A chuva cessou e Hunt saiu na frente, mas, devido a um problema no seu motor, Emerson assumiu a ponta, faltando 25 voltas para o fim.

Já na 55ª volta, a chuva voltou, só que desta vez, muito pior. Em pouco tempo, várias pontos da pista começaram a acumular água e com isso, vieram os acidentes. Enquanto praticamente todos os pilotos que desciam a reta Hangar perdiam o controle após passar pela água acumulada, Emerson foi para os pits colocar os pneus de chuva.

Fittipaldi saiu dos boxes e continuava puxando a fila de carros. Mas, só havia cinco pilotos na pista, já que todos os outros abandonaram a prova ou permaneciam amontoados no fim da reta Hangar. Devido aos fatos, a direção resolveu finalizar a corrida com a ordem da volta 56. Emerson Fittipaldi foi declarado vencedor, com José Carlos Pace no segundo lugar e Jody Scheckter em terceiro.

“Sempre gostei muito de Silverstone, uma pista muito rápida. E a McLaren tinha um desempenho ótimo nas pistas rápidas. Eu estava muito otimista naquela corrida. Logo no começo choveu e ninguém trocou pneu. No meio da corrida tive um desempenho muito forte, e quando percebi alguns pingos na viseira, vi no fim da reta algumas nuvens escuras. Pensei na hora: vai cair uma chuva muito forte. Veio em minha mente a corrida de Interlagos em 1970, na Copa Brasil, na qual vários pilotos se acidentaram devido a forte chuva que apareceu do nada. Aquilo ficou na minha cabeça. Completei a volta e vi a parede de água já caindo perto da pista. Fui o primeiro a trocar pneus, coloquei os de chuva. Quando saí dos boxes já estava chovendo. Entrei na reta principal e já não conseguia ver mais nada. Eu estava a uns 280km/h, passei pelo Mario Andretti, que estava muito lento, a uns 20km/h, a um palmo de distancia. Se eu estivesse a um metro para a direita, encheria a traseira dele. Na próxima curva já avistei vários carros acidentados. Fui muito estratégico. Consegui parar na hora certa e voltar na hora certa. Foi muito marcante. Portanto, a Inglaterra tem uma participação muito importante na minha vida. Silverstone fechou minhas vitórias na F-1 com uma lembrança que vale ouro”, conclui Emerson Fittipaldi.

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