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Exclusivo: Felipe Nasr fala sobre a sua carreira e sobre o seu futuro na Fórmula 1

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Foto: Sauber / Divulgação
Foto: Sauber / Divulgação

Nascido em Brasília no dia 21 de agosto de 1992, Felipe Nasr encerrou um jejum do Brasil na Fórmula 1, onde ficamos três anos (entre 2012 e 2015) com apenas um representante (Felipe Massa) na principal categoria do Automobilismo Mundial.

Porém neste ano o jovem de 22 anos conquistou o seu lugar na Sauber e logo de cara já fez história: Foi o brasileiro que melhor estreou na história da Fórmula 1, com uma surpreendente quinta colocação no GP da Austrália.

Na entrevista exclusiva abaixo, Nasr comenta sobre o seu início de carreira, afirma não ter ídolos na pista, destaca a ótima apresentação no Grande Prêmio da Austrália, fala sobre o seu futuro na categoria e promete: Estará sempre presente em nosso site! Confira:

Elton Alexandre / A Toda Velocidade:  É um prazer entrevistá-lo Felipe. Gostaria que contasse um pouco da sua carreira até chegar a Fórmula 1.
Felipe Nasr: Em primeiro lugar obrigado pelo convite e pela oportunidade de falar com todos os leitores do A Toda Velocidade, conversar de corrida com quem gosta e entende é sempre bom. Minha carreira? Bem, como a de tantos pilotos foi aquela que começou de forma tradicional andando de kart desde os 8 anos de idade e correndo diversos Campeonatos, principalmente aqueles que não me obrigavam a viajar muito e perder aula. Lá em casa estudar sempre foi pole.

Isso de uma maneira ajudou a que eu me acostumasse rápido às pistas, já que quando viajava, chegava sempre em cima da hora e tinha que me adaptar depressa. Do kart fui direto para a Europa fazer o Campeonato Europeu de Fórmula BMW e foi outro passo importante porque sai do Brasil com 16 anos para morar sozinho em uma cidadezinha na Itália. Não foi fácil, mas foi fundamental. Ganhar esse Campeonato da Fórmula BMW serviu para que o pessoal prestasse atenção em mim.

Aí apareceram diversas ofertas para financiar a minha carreira. Foi quando optei pelo Steve Robertson (também empresário de Kimi Raikkonen) que é meu manager até hoje e que me colocou no caminho da Fórmula 1.

Elton Alexandre / A Toda Velocidade: Pra você, qual o maior piloto de todos os tempos? Quem você inspirou?
Felipe Nasr: É difícil escolher um porque cada um foi o melhor na sua época, então uma comparação absoluta fica muito complicada. Se você é argentino vai dizer que é o Fangio, se for escocês vai dizer que é o Jim Clark, se for francês vai escolher o Prost e se for brasileiro vai ter dificuldade porque tem Emerson (Fittipaldi), Nelson (Piquet) e Ayrton (Senna). Se for alemão ficava fácil na época do Schumacher, como nos últimos anos a maré virou para o lado do Vettel. Na Espanha só dá Alonso e assim por diante. Eu não inspirei em nenhum piloto, cada um tem que seguir o seu caminho.

Elton Alexandre / A Toda Velocidade: Uma corrida inesquecível! Poderia descrever a sua emoção?
Felipe Nasr: Difícil também. A primeira na Fórmula BMW onde comecei ganhando. A vitória na Fórmula 3 Britânica (em Monza) foi um final de semana espetacular. A corrida sem falha nenhuma na Áustria no Campeonato da GP2 em mais uma vitória. Ou o quinto lugar logo na estréia na Fórmula 1 (no Grande Prêmio da Austrália). Emoções parecidas, mas cada uma com a sua personalidade diferente e por isso inesquecíveis igualmente.

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Foto: Sauber / Divulgação

Elton Alexandre / A Toda Velocidade: Nós brasileiros olhamos para o Felipe Nasr como a grande promessa na Fórmula 1, afinal vem fazendo uma temporada de estréia brilhante. Que resumo você faz diante da primeira metade da temporada?
Felipe Nasr: A temporada é o resultado de muito trabalho e de muita cooperação da Equipe, também. Tive corridas sensacionais e outras onde poderia ter ido melhor se não fossem detalhes. Mas automobilismo em geral e Fórmula 1 em particular são assim mesmo, uma longa volta onde se dá bem quem tem o desempenho mais alto por mais tempo. E para manter desempenho tem que se dedicar, esse é o melhor resumo.

Elton Alexandre / A Toda Velocidade: O torcedor brasileiro é um pouco exigente depois de Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna. Muitas vezes criticam o Massa e sempre ‘pegava no pé’ do Rubinho. Você acha que esse tipo de ‘cobrança’ pode atrapalhar?
Felipe Nasr: O torcedor é quem dá apoio às nossas carreiras. Ele se projeta nos pilotos e quer sempre o melhor deles. As cobranças são naturais e também existiam para Fittipaldi, Piquet e Senna, só que dessas o pessoal não lembra. Elas sempre vão acontecer e temos que conviver para trabalhar melhor.

Elton Alexandre / A Toda Velocidade: Nos últimos dias circulou que a Ferrari estaria interessada em Valtteri Bottas para o próximo ano e hoje (17) o jornal “Corriere dello Sport” afirmou que está tudo acertado. Logo surgiram os boatos da Williams estaria interessada em seu retorno, desta vez como titular. Pensaria com carinho tal proposta ou está feliz na Sauber?
Felipe Nasr: Tenho um contrato de dois anos com os patrocinadores e com a Sauber. Ficar especulando é perder tempo! Pior ainda é perder o foco e aí quem sofre são os resultados na pista.

Elton Alexandre / A Toda Velocidade: O campeonato está aberto, particularmente com os dois pilotos da Mercedes, você apostaria em quem para o título da temporada?
Felipe Nasr: Sinceramente não sou de apostar em nada. Mas fiz a maior parte da minha carreira na Inglaterra e natural que ache que o (Lewis) Hamilton vai levar o título deste ano.

Elton Alexandre / A Toda Velocidade: Há espaço para medo nas pistas? Como administrar o risco e competitividade?
Felipe Nasr: Na pista tem lugar apenas para emoção e ponto final.

Elton Alexandre / A Toda Velocidade: É possível ser amigo do seu companheiro de equipe e manter uma disputa competitiva?
Felipe Nasr: Amizade é uma coisa muito complexa, automobilismo também. Acho que como água e óleo acabam não se misturando muito bem.

Elton Alexandre / A Toda Velocidade: Que análise faz do atual momento do automobilismo brasileiro? Acredita que falta categoria de formação? Falta mais apoio por parte da CBA?
Felipe Nasr: Não posso dar palpite de longe. Não sei de detalhes, de planos, de investimentos e de nada, essa é uma pergunta bem complexa. Deixo para quem está vivendo o automobilismo no local.

Elton Alexandre / A Toda Velocidade: Pra encerrar, algumas palavrinhas aos seus fãs…
Felipe Nasr: É isso aí pessoal! Obrigado pelo apoio e pela torcida. É ótimo saber que a gente tem essa base para dividir os bons momentos e aqueles não tão bons. Vamos manter aberta essa nossa conversa que começou hoje e esperar que o Elton continue colocando esse espaço à disposição. Um abração e vamos A Toda Velocidade!!!

Considerações finais do Diretor Geral – A Toda Velocidade (Elton Alexandre): Sucesso meu amigo! Foi um prazer trocar essas ‘palavrinhas’. Com sua humildade, garra e determinação… vai longe! Grande abraço! Deus te abençoe! #tamujunto #felipenasr #atodavelocidade

 

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