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F-Truck: Giaffone destaca importância da regularidade

Foto: Orlei Silva
Foto: Orlei Silva

“Nesta temporada da F-Truck a vitória não é tão importante assim. O que vale mais ainda do que nos outros anos é a regularidade”. A frase ganha peso por ser dita justamente por Felipe Giaffone, ganhador de duas das três corridas de 2015 e, curiosamente, vice-líder do Campeonato Brasileiro, 17 pontos atrás do seu companheiro de equipe Leandro Totti, que venceu uma corrida.

Totti tem 123 pontos contra 106 de Giaffone, 101 de Djalma Fogaça e 93 de Paulo Salustiano. Como ainda faltam sete etapas para o encerramento da 20ª temporada e estarão em disputa 371 pontos, muita água pode passar por baixo da ponte e, por isso, Giaffone confia no trabalho da sua escuderia também na próxima prova, dia 14 de junho no Autódromo Velopark, em Nova Santa Rita, Rio Grande do Sul.

“Regularidade é a palavra-chave deste ano, mais ainda do que nos anteriores. Quem perde a primeira parte da corrida fica num prejuízo muito grande. Sei que teremos de descartar uma etapa (menos a última) e não é muito comum vermos alguém caindo fora logo no começo, mas acontece”, disse Giaffone que retornou dos Estados Unidos onde comentou as 500 Milhas de Indianápolis para a Rede Bandeirantes.

Para o tricampeão brasileiro (2007, 2009 e 2011) e uma vez sul-americano (2011), o traçado do Velopark favorece os três primeiros colocados (Totti, Giaffone e Fogaça), que serão obrigados a usar o restritor de potência, como prevê o regulamento deste ano. O motivo ele explica:

“Em Londrina e em Campo Grande, que possuem retas longas, deu para sentir bem a diferença com o restritor, mas no Velopark, apesar de ter duas retas, não creio que o peso seja assim tão grande. Outros pilotos têm falado que temos carta na manga, mas o que temos mesmo é muito trabalho e desenvolvimento. Todos sabem o que temos condição de fazer pela ajuda da fábrica e também pelo investimento do Renato”, prosseguiu o piloto.

Apesar de os caminhões dele e de Leandro Totti terem vencido as três provas disputadas até agora, Giaffone cita outros pilotos com condições de se aproximarem deles, darem trabalho e endurecer a disputa pelo título. O regulamento prevê o descarte de uma etapa até o final do ano, exceto a última da temporada e aquelas em que houver desclassificação ou exclusão.

“Veja que os Mercedes não ficam muito para trás não. O Wellington Cirino poderia ter chegado mais caso não tivesse queimado o radar e recebido punição. Eles não estão muito longe, são os que soltam menos fumaça e têm um caminhão equilibrado. O Paulo Salustiano não ganhou e está em quarto lugar, bem perto da gente, o que comprova mais uma vez a importância da regularidade”, finalizou Giaffone.

De acordo com o regulamento da temporada da Fórmula Truck, os três primeiros colocados na classificação geral utilizam restritores de potência, algo que em carros de corrida é conhecido como Lastro de Sucesso. O objetivo é equilibrar mais ainda o campeonato e reduzir a diferença dos ponteiros para o restante dos pilotos.

O líder usa restritor de 74 milímetros e perde cerca de 70 cavalos de potência no motor; o segundo tem 76mm e deixa de usar algo em torno de 50 cv enquanto que o terceiro, pelo menos em tese, é o que menos sofre, pois tem entrada de ar de 78mm (o normal é 80mm) com aproximadamente 30 HP a menos.

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