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Negrão sofre com motor, mas volta a pontuar no Bahrein

Foto: GP2
Foto: GP2

De pouco adiantou a excepcional largada de André Negrão na corrida que fechou a rodada dupla inaugural da Fórmula GP2 neste domingo (19) no Bahrein. Nono no grid do circuito de Sakhor, o piloto da equipe Arden fechou a primeira volta em 4º, mas viu suas chances de brigar pelo pódio comprometidas pelas deficiências do motor e terminou em 8º, conquistando o terceiro ponto em dois dias.

“Acho que ficou bastante claro que temos problemas no motor. Eu estava com o DRS ativado e o Visoiu (Robert Visoiu) era mais rápido que eu na reta sem o DRS. Perdemos várias colocações sempre por causa da menor velocidade nas retas, não em curvas. O pessoal da minha equipe já foi falar com a Mecachrome (empresa responsável pelos motores da GP2) a fim de cobrar mudanças. Até agora, apesar dos nossos dados incontestáveis de menor potência, eles dizem que nos seus estudos, que levam em conta parâmetros como pressão do óleo, temperatura do motor, não de performance na pista, essa menor produção de potência não aparece”, disse.

Mesmo insatisfeito com o resultado de hoje, Negrão preferiu ressaltar o aspecto positivo da passagem pelo deserto barenita. “Apesar da minha menor velocidade nos trechos de aceleração, o saldo do fim de semana não é ruim. Marquei pontos das nuas corridas e estou em décimo no campeonato. Com um motor normal teríamos feito bem mais. É um começo de campeonato melhor que o de 2014, quando não conhecia o carro e principalmente esse negócio de saber administrar o desgaste dos pneus”, acrescentou.

Negrão acredita que as perspectivas são animadoras. “Apesar de na Espanha existir uma reta longa, há menos trechos onde ficamos com o acelerador no curso máximo, como aqui em Bahrein, por isso espero um desempenho melhor lá”, completou.

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