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GP2: Safety car derruba plano de Negrão em Monte Carlo

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A estratégia de André Negrão na 5ª etapa da Fórmula GP2 nesta sexta-feira em Mônaco acabou naufragando por causa de acidentes que provocaram duas neutralizações da corrida pelo safety car virtual, instrumento que obriga os pilotos a completarem as voltas dentro de um tempo mínimo. Com isso, embora acertada, a decisão de largar com os pneus supermacios – usados pela primeira vez na temporada – e, depois de um período inicial veloz, trocá-los pela versão mais dura e resistente acabou não funcionando. Com a situação agravada já no terço final por causa de um toque com o Nobuharu Matsushita que o levou a nova e não prevista parada para troca do bico, o piloto da Arden International terminou em 21º. O belga Stoffel Vandoorne conquistou sua terceira vitória neste ano e abriu folga ainda maior na liderança do campeonato.

Negrão largou em 15º e conseguiu escapar ileso de um leve choque na curva Ste Devote na primeira volta. Manteve a posição e dependia do plano de corrida para ganhar posições num traçado de ultrapassagens quase impossíveis. “Foi um dia ruim, ainda mais quando se larga no meio do pelotão num circuito onde não dá para fazer muita coisa. Optamos por sair com os pneus mais moles e parecia que daria certo. Fui um dos primeiros a fazer o pit stop e, quando voltei, pelo menos 10 pilotos ainda não haviam parado. Ou seja, daria para chegar bem mais à frente. O que complicou tudo foi o safety car virtual, que não me deixou levar vantagem”, explicou.

O piloto de Campinas estreou o motor que substituiu a unidade que vinha sendo utilizada desde o ano passado e, de acordo com os dados da Arden, apresentavam déficit de potência principalmente sob altas temperaturas. A avaliação dos ganhos, no entanto, foi comprometida pelas características da pista de rua do principado. “Vamos ter uma ideia mais real em circuitos com retas longas, onde o motor é mais exigido”, lembrou.

Amanhã, no complemento da terceira rodada dupla do calendário, Negrão sairá em 21º, ciente da árdua tarefa que terá pela frente. “Mais curta, com 40 minutos de duração e sem troca de pneus, não dá para ter uma expectativa otimista, a não ser que aconteça algo que acabe me ajudando.” A prova terá duração de 30 voltas e início marcado para as 11h10 (Brasília), com transmissão ao vivo pelo SporTv.

O resultado da 5ª etapa:

1. Stoffel Vandoorne – ART Grand Prix – 40 voltas em 58:12.368
2. Alexander Rossi – Racing Engineering – a 6.292
3. Sergio Canamasas – MP Motorsport – a 16.726
4. Arthur Pic – Campos Racing – a 17.813
5. Sergey Sirotkin – Rapax – a 20.691
6. Julian Leal – Carlin – a 25.164
7. Richie Stanaway – Status Grand Prix – a 25.470
8. Raffaele Marciello – Trident – a 26.803
9. Jordan King – Racing Engineering – a 31.339
10. Nick Yelloly – Hilmer Motorsport – a 42.915
11. Rene Binder – Trident – a 43.837
12. Daniel De Jong – MP Motorsport – a 45.528
13. Alex Lynn – DAMS – a 46.824
14. Pierre Gasly – DAMS – a 47.666
15. Robert Visoiu – Rapax – 49.290
16. Rio Haryanto – Campos Racing – a 51.085
17. Nathanaël Berthon – Lazarus -a 52.135
18. Norman Nato – Arden International – a 1:02.735
19. Marlon Stockinger – Status Grand Prix – a 1:07.600
20. Johnny Cecotto – Hilmer Motorsport – 1:07.999
21. André Negrão – Arden International – a 1 volta
22. Zoel Amberg – Lazarus – a 1 volta

Não completaram:

Mitch Evans
Artem Markelov
Marco Sorensen
Nobuharu Matsushita

Volta mais rápida: Nick Yelloly (Hilmer Motorsport) – 1:22.314

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