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Rally do Velho Chico: Cross Country prevalece em pleno sertão alagoano

Foto: Doni Castilho
Foto: Doni Castilho

O 4º Rally do Velho Chico foi um verdadeiro “rock and roll”. Ao explorar estradas vicinais do sertão alagoano, a organização do evento (a FAM – Federação Alagoana de Motociclismo – e a RallySP), proporcionou uma competição com características bem variadas. Os 500 quilômetros totais de prova apresentaram obstáculos off-road diversos que exigiram experiência, habilidade e resistência física e mecânica. Mas, sobretudo coragem e ousadia, para aqueles que tinham o primeiro lugar do pódio como maior objetivo.

O segundo dia de prova teve 162 quilômetros, entre Pão de Açúcar e Traipu, passando por Belo Monte -, lembrando que a disputa começou no sábado, 28, em Maceió, AL. A chegada ocorreu as margens do famoso Rio São Francisco e marcou o fim do roteiro original de 500 quilômetros do 4º Rally do Velho Chico.

De acordo com o diretor de prova, Deco Muniz, o trajeto deste domingo passou por um terço de cada cidade envolvida, e apresentou variação de altitude devido aos trechos de serra bastante sinuosos. Trial, erosões, buracos, pedras, depressões e lombas continuaram a fazer parte do menu. Um presente especial foi o Rio São Francisco, que esteve ao alcance dos olhos dos participantes por quase que todo o caminho.

O Rally do Velho Chico também levou a alegria aos moradores dos inúmeros povoados estabelecidos ao longo deste caminho, a exemplo de Barra do Ipanema, Linha, Telha, Taperá, Coquinhos, Ponta da Serra, Riacho da Jacobina, entre outros. A maioria assistia ao rali de perto pela primeira vez.

Pelo Campeonato Brasileiro de Rally Cross Country

O 4º Rally do Velho Chico abriu a temporada do Campeonato Brasileiro de Rally Cross Country para motos, quadriciclos e UTVs. Desta forma, a prova deste domingo valeu pontos pela segunda etapa do certame nacional.

Assim, o piloto mais rápido do dia entre as motos e que leva a pontuação máxima para a tabela foi Jean Azevedo. Na segunda posição, veio Adrian Metge, e em terceiro, Tunico Maciel.

Entre os quadriciclos, o melhor foi Francinei Costa, seguido por Tom Rosa e Osmar de Mendonça Júnior, nas segunda e terceira colocações, respectivamente.

E, na categoria UTVs, a vitória ficou com Vinicius Barbalho Mota e Rafael Cunha Shimuk. A dupla José Hélio Rodrigues e Felipe Bianchini ficou em segundo lugar, e Lucas Araujo Barros e Lauro Sobreira, vieram em terceiro.

Nos carros, Maycon Gomes Soares e Giovani Caland Brígido venceram o dia. “Sensacional! Estava preocupado em completar a especial com cautela, e o resultado veio. Essa foi a minha segunda prova de velocidade e foi uma experiência muito boa correr no Rally do Velho Chico”, contou Soares.

Os grandes campeões do 4º Rally do Velho Chico

E também temos os vencedores do evento… Aqueles que na soma dos dois dias de competição, fizeram a melhor marca. O piloto Jean Azevedo sagrou-se tricampeão do rali. “São três participações e três títulos”, salientou ele. “Na primeira etapa tive problemas no freio, por isso, eu precisava de uma boa estratégia de recuperação. E deu certo, imprimi um bom ritmo de aceleração em um piso mais cascalhado e técnico, curti bastante o que foi preparado pela organização”, completou Azevedo.

Entre os quadriciclos, o piloto Francinei Costa comemorou sua primeira grande vitória no rali cross country. “Eu estava apenas 21 segundos atrás do meu principal concorrente, então decidi acelerar tudo o que podia até alcançá-lo, o que significou que recuperei 30 segundos. Então, fiquei na poeira dele até o final do trecho, apenas administrando o resultado e sem correr riscos de quebras ou acidentes”, contou Costa.

Nos UTVs, José Hélio Rodrigues e Felipe Bianchini tinham vantagem suficiente para assegurarem o primeiro lugar do Rally do Velho Chico e assim, comemoraram a vitória. “É muito importante começar a temporada do rali cross country com o pé direito. Nada melhor do que voltar para casa com um saldo positivo. Essa competição exigiu muita resistência do veículo, mas sobretudo habilidade dos tripulantes para conduzir a máquina de forma equilibrada e rápida, sem comprometer o equipamento. Estamos satisfeitos”, enfatizou o piloto.

E por fim, nos carros, Daniel Busgaib Sampaio e Sérgio Bessa sagraram-se os campeões. “Essa foi a primeira vez do piloto no rali cross country e é motivo de orgulho a dupla sair vencedora de um rali como Velho Chico. A organização foi eficiente e nos proporcionou uma disputa maravilhosa”, elogiou Bessa.

Já era noite quando os off-roaders se despediram de Traipu. O presidente da FAM, Breno Beltrão, agradeceu aos participantes e patrocinadores. “Obrigado a todos as pessoas que nos prestigiaram, sobretudo aos pilotos, navegadores e patrocinadores. Estamos contentes com os resultados obtido em mais essa edição… Vamos nos preparar para o quinto ano”, encerrou Beltrão.

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